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D'Angelles Backes

Em Goiânia, o futuro do Parque Vaca Brava, um dos principais espaços de lazer da cidade, está gerando apreensão entre os moradores. A comunidade local teme que áreas do parque, e de outras áreas verdes, sejam repassadas à iniciativa privada, restringindo o acesso da população a um patrimônio público.

Frequentadores relatam deterioração na manutenção do parque, especialmente em uma área mais afastada, próxima à T-55. Segundo um dog walker que frequenta o local diariamente, a prefeitura não tem dado ouvidos às demandas e propostas da Associação dos Moradores do Parque Vaca Brava em relação aos problemas de manutenção.

Há relatos informais de que parte do parque poderia ser cedida para a instalação de uma praça de lazer privada. Além disso, circulou a informação de que uma área afastada seria doada à família da cantora Marília Mendonça para a construção de uma praça em sua homenagem, ideia que, apesar de não oficial, aumentou a preocupação com a transparência das decisões.

A insegurança dos moradores aumentou após o anúncio, em agosto, de que a prefeitura estuda conceder a gestão de 11 parques de Goiânia, incluindo o Vaca Brava, à iniciativa privada. A justificativa é que o município não consegue manter adequadamente a infraestrutura, como banheiros e jardins. Empresas explorariam comercialmente partes dos parques em troca da manutenção.

A medida gerou controvérsia após a reinauguração de uma fonte no Vaca Brava. A estrutura, apresentada como “parada há anos”, havia sido instalada recentemente no Parque da Lagoa, no Setor João Braz, sendo posteriormente removida e transferida para o Vaca Brava. Moradores do João Braz consideraram a ação injusta, sentindo-se privados de uma atração que cumpria sua função.

O vereador Luan Alves criticou a remoção da fonte, classificando a decisão como “irresponsável” e ineficaz para resolver os problemas estruturais da cidade.

A proposta de concessão dos parques à iniciativa privada, intensificou o debate. O prefeito argumenta que o município não consegue garantir a manutenção e limpeza adequadas. A Lei Orgânica de Goiânia permite parcerias público-privadas, mas exige que os parques permaneçam públicos e acessíveis. Moradores temem que a medida priorize interesses privados em detrimento da função social e ambiental das áreas verdes.

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