Três jovens de 22 anos, amigos desde o ensino médio e ex-integrantes do time de debates, alcançaram o status de bilionários com a Mercor, uma startup focada em recrutamento para empresas de inteligência artificial no Vale do Silício. A empresa, sediada em São Francisco, recentemente anunciou uma rodada de investimento de US$ 350 milhões, liderada pela Felicis Ventures e com participação de investidores como Benchmark, General Catalyst e Robinhood.
Após a nova injeção de capital, a Mercor atingiu uma avaliação de US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões), impulsionando Brendan Foody (CEO), Adarsh Hiremath (diretor de tecnologia) e Surya Midha (presidente do conselho) ao seleto grupo de bilionários. Estima-se que cada um possua cerca de 22% da empresa.
Os três jovens são bolsistas Thiel, um programa que oferece US$ 100 mil a jovens que optam por empreender em vez de frequentar a universidade. Hiremath, por exemplo, abandonou Harvard após dois anos.
A Mercor foi fundada em 2023 com o objetivo inicial de conectar engenheiros da Índia a empresas americanas em busca de programadores freelancers. A empresa desenvolveu uma plataforma de recrutamento que utilizava entrevistas com avatares de IA. Durante esse processo, a empresa expandiu para o setor de rotulagem de dados, conectando profissionais altamente qualificados a laboratórios de IA, incluindo a OpenAI.
A ascensão da Mercor, contudo, não está isenta de controvérsias. A Scale AI processou a startup, alegando roubo de segredos comerciais. O processo envolve um ex-executivo da Scale que teria compartilhado documentos confidenciais com a Mercor após mudar de empresa.
Os fundadores, filhos de engenheiros de software, cresceram em um ambiente tecnológico. Foody já demonstrava seu espírito empreendedor aos 16 anos, oferecendo um serviço de otimização para a Amazon Web Services. Hiremath e Midha se conheceram em torneios de debate na escola.
Apesar do novo status de bilionários, os fundadores afirmam que ainda não realizaram grandes compras, focando seus esforços no crescimento da empresa.
Fonte: forbes.com.br
