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D'Angelles Backes

Uma operação deflagrada nesta sexta-feira investiga um esquema de desvio de recursos e irregularidades na manutenção da frota de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Goiânia. A ação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, apurando fraudes ocorridas entre 2022 e 2024.

As investigações apontam que ambulâncias ficaram paradas e sucateadas por longos períodos, enquanto despesas de manutenção continuavam sendo geradas como se estivessem em pleno funcionamento. Estima-se que pelo menos R$ 2,4 milhões de um total de R$ 8 milhões destinados à frota do Samu foram desviados.

De acordo com as apurações, o esquema envolvia a simulação de serviços mecânicos e o uso de oficinas clandestinas para justificar notas fiscais falsas e superfaturadas. Servidores municipais atuavam tanto na fiscalização dos contratos quanto na operacionalização das manutenções fraudulentas. Acredita-se que a frota operou com apenas metade dos veículos disponíveis durante um período, prejudicando o atendimento à população.

As irregularidades vieram à tona após auditorias e denúncias. Constatou-se a emissão de notas repetidas para a mesma ambulância no mesmo período, indicando que os serviços não foram prestados. A auditoria analisou documentos entre janeiro de 2022 e abril de 2024, mas não avaliou a gestão atual.

Um sindicato da área da saúde afirmou que as revelações confirmam denúncias feitas anteriormente, relatando casos de morte em função da falta de operação das ambulâncias. A entidade defende a importância de servidores efetivos na gestão da frota, alertando para os riscos da privatização.

Em julho deste ano, apenas cinco ambulâncias estavam em funcionamento, enquanto a prefeitura informava sete. A administração municipal afirmou que renovou a frota do Samu com a locação de 22 ambulâncias, sendo que a manutenção das viaturas alugadas é de responsabilidade da empresa locadora.

A prefeitura deverá ser notificada para prestar esclarecimentos e poderá responder administrativamente caso as irregularidades sejam confirmadas. Celulares, computadores e documentos apreendidos serão periciados. A investigação busca identificar toda a cadeia envolvida e assegurar a correta aplicação dos recursos destinados ao Samu.

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