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D'Angelles Backes

Clayton Freitas
Clayton Freitas

Dubai atrai cada vez mais a atenção de famílias brasileiras com grandes fortunas. Um relatório anual aponta que os Emirados Árabes Unidos devem receber um fluxo de quase 10 mil novos milionários em 2025, um aumento expressivo em relação à estimativa anterior. Paralelamente, o Centro Financeiro Internacional de Dubai (DIFC) registra um aumento notável no número de escritórios familiares, com 120 deles administrando um montante combinado de US$ 1,2 trilhão. O DIFC também observou um crescimento na criação de entidades de gestão de patrimônio familiar, fundações e fundos de hedge.

Brasileiros estão entre aqueles que buscam novas jurisdições para seus patrimônios. Dados recentes indicam que cerca de US$ 1,5 bilhão já foi estruturado por famílias brasileiras, um salto significativo em relação aos US$ 900 milhões do ano anterior. O número de famílias envolvidas nesse movimento também aumentou, passando de 18 para 30 em um ano.

Especialistas apontam para a mudança de jurisdição como um fator chave. Dubai oferece um marco legal moderno, estabilidade política e econômica, além de acesso a instrumentos sofisticados de proteção patrimonial, como trusts e estruturas reguladas de family office. A ausência de imposto sobre herança e de imposto de renda para pessoa física também são atrativos consideráveis.

Apesar da atratividade, é essencial ter cautela. A Receita Federal brasileira retirou os Emirados Árabes Unidos da lista de paraísos fiscais, e o país implementou um imposto corporativo de 9%. Além disso, a lei islâmica (Sharia Law) impõe restrições a juros e práticas especulativas, exigindo um profundo conhecimento dos negócios subjacentes.

O investimento imobiliário é um dos principais destinos dos recursos brasileiros em Dubai, muitas vezes utilizado para obter o Golden Visa, que exige um aporte mínimo de US$ 500 mil. No entanto, é crucial garantir que a assessoria contratada tenha foco exclusivo no cliente, evitando situações de indisponibilidade de capital por longos períodos. A adaptação cultural, o surgimento de intermediários não licenciados e potenciais disputas sendo resolvidas por autoridades máximas do país são outros pontos de atenção para aqueles que consideram Dubai como destino para seu patrimônio.

Fonte: forbes.com.br

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