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D'Angelles Backes

Fábio Moitinho
Fábio Moitinho

Dois ex-executivos, Pedro Plastino, 30 anos, com experiência no mercado financeiro da Faria Lima, e Rodrigo Brandão, 45 anos, ex-BNDES, estão liderando um projeto para transformar a conservação da floresta amazônica em receita e promover a governança local. Com um investimento inicial de R$ 1,5 milhão do próprio bolso, eles lançaram a empresa Jóias Ecológicas, focada no mercado de carbono em comunidades da Amazônia.

“Joia, por definição, é uma área pública de reservas florestais… uma joia ecológica, uma joia da coroa. É onde você tem a maior biodiversidade, é onde você tem as comunidades mais protegidas”, explicou Plastino sobre a escolha do nome da empresa.

A empresa, que conta com um núcleo técnico formado por ex-servidores do ICMBio, já administra 740 mil hectares, incluindo florestas e manguezais, e pretende alcançar 2 milhões de hectares até 2026. A primeira venda pública de créditos está prevista para o primeiro semestre de 2026.

O objetivo é gerar 1 milhão de toneladas de créditos de carbono por ano, segundo Plastino.

A Jóias Ecológicas pretende destinar 70% dos resultados líquidos às comunidades locais, para fortalecer a governança e financiar iniciativas de acesso à água, energia, conectividade e desenvolvimento de cadeias produtivas locais, como as da castanha e do pirarucu.

A empresa possui três bases operacionais, duas no Pará (Belém e Santarém) e uma em Rondônia (Porto Velho). Em Belém, o foco está no desenvolvimento de projetos de conservação de manguezais, visando alcançar 200 mil hectares de manguezais protegidos para gerar créditos de carbono azul.

A empresa busca certificação internacional da Verra, seguindo os padrões de Clima, Comunidade e Biodiversidade (CCB Standards), para garantir a integridade técnica dos créditos de carbono gerados. Além da conservação, a Jóias Ecológicas visa impulsionar a bioeconomia local, agregando valor a produtos como açaí, pirarucu, caranguejo e castanha.

Os fundadores da Jóias Ecológicas destacam a importância de uma certificação robusta e de avaliar as metas de redução dos compradores para evitar o greenwashing. Os projetos seguem a nova metodologia da Verra, a certificação CCB e respeitam o marco legal brasileiro de carbono comunitário.

Fonte: forbes.com.br

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