A economia verde global, já impulsionando anualmente mais de US$ 5 trilhões, projeta-se que ultrapasse a marca de US$ 7 trilhões até 2030. O setor demonstra um crescimento notável, figurando entre os que mais se expandem no cenário mundial, logo após o setor de tecnologia.
Um estudo analisou empresas que transformaram sua atuação em mercados verdes, convertendo-a em vantagem competitiva. O levantamento também revela que empresas com foco em sustentabilidade apresentam um desempenho financeiro superior. As receitas provenientes de soluções verdes crescem, em média, duas vezes mais rápido que as receitas tradicionais.
Adicionalmente, essas empresas geralmente têm acesso a capital mais acessível. Aquelas que obtêm mais de 50% de sua receita em mercados verdes podem apresentar prêmios de avaliação entre 12% e 15% nas bolsas de valores. Esse fenômeno reflete a confiança dos investidores na resiliência e no potencial de lucratividade a longo prazo dessas empresas.
A redução nos custos das tecnologias de baixo carbono tem sido expressiva na última década. A energia solar fotovoltaica e as baterias de lítio registraram uma queda de aproximadamente 90% em seus custos desde 2010, enquanto a energia eólica offshore apresentou uma redução de cerca de 50%.
Atualmente, 55% das reduções de emissões globais necessárias para a descarbonização podem ser alcançadas utilizando soluções com custo competitivo. No entanto, o avanço entre os mercados não é uniforme, e algumas tecnologias exigem tempo e apoio adicional para alcançar escala e competitividade. Soluções de descarbonização profunda, responsáveis por cerca de 20% do esforço necessário para atingir as metas climáticas globais, ainda enfrentam desafios. Tecnologias como hidrogênio de baixo carbono e sistemas de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) ainda apresentam custos elevados e dependem de políticas específicas e suporte industrial para progredir.
O Brasil se destaca no contexto dos biocombustíveis, beneficiando-se do forte apoio a esses combustíveis, em especial os de primeira geração, resultado de políticas públicas de longa data e investimentos contínuos em infraestrutura flex-fuel.
A China emerge como líder na transição energética global. Em 2024, o país investiu US$ 659 bilhões em energia limpa e deverá ser responsável por mais de 60% da capacidade renovável adicional instalada no mundo até 2030. A China lidera também em patentes de energia solar, baterias e veículos elétricos, remodelando cadeias de suprimentos e transferindo o centro da inovação verde para o Oriente.
Fonte: forbes.com.br
