Manifestações pró e contra o ex-presidente Jair Bolsonaro marcaram o dia em frente à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, local para onde Bolsonaro foi conduzido na manhã deste sábado.
De um lado, apoiadores do ex-presidente se reuniram em demonstração de apoio. Do outro, manifestantes contrários comemoraram a prisão. A tensão no local era palpável, com relatos de carros buzinando, manifestantes comemorando e até mesmo insultando os presentes. Uma pessoa chegou a estourar uma garrafa de champanhe em celebração à prisão.
Um músico compareceu ao local e tocou a marcha fúnebre, em alusão à prisão de Bolsonaro.
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) esteve presente e classificou a prisão como “perseguição política absurda e inconstitucional”.
A advogada e historiadora Verine Veiga, que está em Brasília a turismo, se juntou aos manifestantes contrários a Bolsonaro. Segundo ela, a prisão representa um “dia histórico para o país”.
Já a professora de dança Kátia Moraes manifestou apoio ao ex-presidente e criticou o ministro Alexandre de Moraes. Ela questionou as acusações contra a família Bolsonaro.
A prisão de Jair Bolsonaro ocorreu em cumprimento a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes justificou a decisão mencionando a convocação de uma vigília nas proximidades da residência de Bolsonaro e uma possível tentativa de fuga, alegando que foi constatada, na madrugada, uma tentativa de violar a tornozeleira eletrônica.
A audiência de custódia do ex-presidente está agendada para domingo. A defesa já anunciou que recorrerá da decisão.
Bolsonaro cumpria prisão domiciliar desde agosto, usando tornozeleira eletrônica e com restrições de contato e uso de redes sociais. Na Polícia Federal, ele recebeu atendimento médico e medicação, ambos autorizados pelo STF.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
