Especialistas detalham como reconhecer os sinais da doença, importância dos exames e cuidados para o conforto do animal durante o tratamento.
Após a recente notícia do diagnóstico de linfoma em Bogo, cão do ator Márcio Garcia, a atenção se volta para a importância da detecção precoce e do tratamento adequado dessa doença em cães. O linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo, e pode se manifestar de diversas formas.
Identificar os sintomas é crucial. Embora variem dependendo do tipo e da localização do linfoma, alguns sinais comuns incluem aumento dos linfonodos (ínguas), perda de peso, falta de apetite, febre, letargia e dificuldade para respirar. A presença de um ou mais desses sintomas não significa necessariamente que o cão tenha linfoma, mas justifica uma consulta veterinária.
O diagnóstico definitivo é feito através de exames, como a citologia ou a biópsia dos linfonodos afetados. Estes procedimentos permitem analisar as células e confirmar a presença do câncer. Outros exames, como hemograma e exames de imagem, podem ser necessários para avaliar a extensão da doença e o estado geral de saúde do animal.
O tratamento do linfoma canino geralmente envolve quimioterapia, que visa controlar o crescimento das células cancerosas e prolongar a vida do animal. Embora a quimioterapia possa causar efeitos colaterais, como náuseas e perda de apetite, muitos cães toleram bem o tratamento e mantêm uma boa qualidade de vida. Além da quimioterapia, outras opções de tratamento podem ser consideradas, dependendo do caso.
É fundamental que os tutores ofereçam suporte e cuidados durante o tratamento. Isso inclui garantir uma alimentação adequada, fornecer um ambiente confortável e tranquilo, e administrar os medicamentos prescritos pelo veterinário. O acompanhamento veterinário regular é essencial para monitorar a resposta ao tratamento e ajustar as doses dos medicamentos, se necessário.
Fonte: www.maisgoias.com.br
