O futuro do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (Imas) de Goiânia está em xeque. O prefeito Sandro Mabel (UB) declarou que o plano de saúde poderá ser extinto caso a terceirização de sua gestão, programada para o próximo ano, não solucione os problemas estruturais enfrentados.
A declaração foi feita durante entrevista, onde Mabel defendeu a entrega da operação do Imas a uma empresa especializada por um período de um ano, considerando a terceirização como um teste decisivo para a viabilidade do plano.
Mabel reconheceu um desequilíbrio no modelo atual, citando que as contribuições não são suficientes para cobrir os custos, especialmente considerando a inclusão de múltiplos membros familiares por servidor. Ele argumenta que o município carece da expertise necessária para administrar um plano de saúde, ao contrário de operadoras especializadas.
Diante desse cenário, a gestão municipal considera duas opções: a contratação de uma empresa para operar o Imas ou a extinção do instituto, com a concessão de um auxílio financeiro para que cada servidor possa contratar seu próprio plano de saúde. O prefeito enfatizou que a continuidade do Imas dependerá dos resultados da terceirização, com a possibilidade de encerramento caso a situação não melhore.
A presidente do Imas, Gardene Moreira, informou que a proposta de reestruturação do instituto, que inclui mudanças na forma de contribuição e a correção de distorções, deve ser finalizada em breve. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) acompanha o processo, especialmente diante do déficit financeiro do Imas. A prefeitura planeja apresentar o projeto final à Câmara no início de 2026.
A estratégia de Mabel, apresentada como um “choque de eficiência”, também inclui estudos para terceirizar parte da educação infantil, a concessão de parques públicos e a revisão de contratos. A Câmara Municipal e o MP-GO estão monitorando de perto essas ações.
A prefeitura deverá apresentar a versão final do Plano de Transformação Estrutural do Imas ao Ministério Público até o fim do mês. A possibilidade de encerramento do instituto gera preocupação entre sindicatos e servidores, que temem a perda da cobertura de saúde.
