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D'Angelles Backes

Redação Forbes
Redação Forbes

O ecossistema de startups da América Latina demonstra sinais de recuperação em 2024, tendo o Brasil como principal impulsionador. O país concentrou 62% das rodadas de equity realizadas na região, liderando as captações acima de US$ 10 milhões e US$ 50 milhões.

O levantamento, que analisou o mercado de startups, identificou uma predominância brasileira também no setor de fusões e aquisições. Das 200 operações registradas na América Latina, 153 envolveram startups brasileiras, o que representa 77% das transações no continente. Mais de 70% das empresas vendidas no período se originaram no país. Essa concentração aponta para uma maturidade crescente do ecossistema brasileiro, que se tornou referência para compradores regionais e internacionais em busca de tecnologia e novas competências de produto.

O estudo também destaca o papel dos investidores corporativos, com um crescimento de 105% no volume total investido em rodadas que contaram com a participação de pelo menos um corporate player na América Latina. No Brasil, nove rodadas ultrapassaram US$ 50 milhões, um aumento de 29% em relação ao ano anterior, demonstrando o uso de participações estratégicas para acelerar a digitalização e adquirir tecnologias de base.

As rodadas de primeira captação também apresentaram um aumento de 16% na América Latina e 36% no Brasil. No entanto, o número de startups que conseguiram captar sua primeira rodada diminuiu, totalizando 357 operações no continente, um recuo de 29% em relação ao ano anterior.

A tendência de consolidação também se manifesta no mercado de fusões e aquisições, com 53% das aquisições envolvendo compradores e adquiridas atuando em setores diferentes, indicando diversificação e expansão tecnológica. As fintechs se mantiveram como o segmento mais ativo, representando 20% das transações, enquanto as deep techs avançaram, com um crescimento de 83% nas aquisições.

A inteligência artificial ganhou destaque e passou a ser um componente estruturante das maiores rodadas, impulsionando a eficiência, automação e ganho operacional. Empresas de deep tech e fintech com forte componente de IA atraíram grande parte do capital investido na região.

A expectativa para 2026 é que a inteligência artificial continue sendo uma força estratégica, com a combinação de deep tech, aumento do interesse corporativo e consolidação de setores como educação, saúde e energia, indicando continuidade no ritmo de crescimento e formação de novas teses de investimento.

Fonte: forbes.com.br

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