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D'Angelles Backes

Jasmine Olga
Jasmine Olga

O Brasil pode experimentar um aumento significativo em seu Produto Interno Bruto (PIB) até 2050 se alcançar as metas de limitação do aquecimento global. Um estudo realizado em colaboração entre a Secretaria Nacional de Planejamento do Ministério do Planejamento e Orçamento e o Banco Central de Desenvolvimento (BID) estima que o ganho pode chegar a R$ 6,7 trilhões caso o aumento da temperatura seja limitado a 1,5°C até o final do século. Em 2024, o PIB brasileiro foi de R$ 11,7 trilhões.

O levantamento aponta que a busca por eficiência energética nos setores industrial, de transporte e de edificações é uma das estratégias com maior potencial de retorno econômico e social. Os cálculos indicam um aumento de 4,7% no PIB e um crescimento de 10 pontos percentuais na produtividade total.

Investimentos em agricultura de baixo carbono, como a integração entre lavoura, pecuária e floresta, restauração de pastagens e uso sustentável do solo, também figuram entre as medidas com potencial para impulsionar o PIB. Uma infraestrutura resiliente, adaptada para enfrentar calor extremo, secas e inundações, também contribuiria para o aumento da produtividade.

De acordo com o estudo, se todos os países adotarem metas de redução de emissões compatíveis com o limite de 1,5°C, haveria um acréscimo de 57% no PIB totalizado no país em 2024. Isso representaria um excedente econômico de aproximadamente R$ 268 bilhões ao ano, cerca de 5% do orçamento total da União em 2050.

As regiões brasileiras que mais se beneficiariam com esse cenário seriam o Norte , Nordeste (39%) e Centro-Oeste (34%). Esse excedente econômico poderia ser investido em políticas ambientais, agrícolas e sociais, potencializando o aumento dos investimentos em mitigação, produtividade agrícola, acesso a alimentos e políticas de redistribuição de renda, atenuando as desigualdades regionais.

O estudo também projeta a criação de 1 milhão de empregos adicionais até 2050, principalmente nos setores florestal e agropecuário, além de uma possível queda de cerca de 0,64% nos preços dos alimentos. Para alcançar essa meta, o estudo estima que as ações adaptativas exijam investimentos de R$ 5,2 bilhões anuais.

Em contrapartida, um aumento de 4°C na temperatura global até o final do século poderia levar a perdas de R$ 17,1 trilhões no PIB até 2050, em comparação com o cenário de 1,5°C, e R$ 10,3 trilhões em relação ao cenário de 2°C, com as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste sendo as mais afetadas. No mercado de trabalho, o impacto poderia chegar a 4,4 milhões de empregos perdidos nos próximos 25 anos.

Fonte: forbes.com.br

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