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D'Angelles Backes

Pais, servidores e moradores se manifestaram contra a decisão da Secretaria Municipal de Educação (SME) de fechar temporariamente o CMEI Santos Dumont. A medida, que visa a reforma do prédio, tem gerado revolta e levantado questionamentos sobre a real motivação por trás do fechamento, a capacidade de atendimento em outra unidade e a falta de diálogo com a comunidade.

De acordo com a SME, o CMEI Santos Dumont passará por uma reforma completa devido à inadequação de sua estrutura para a educação infantil. A secretaria informou que as 47 crianças matriculadas serão transferidas para o CMEI Fabiano de Cristo, localizado a aproximadamente 800 metros de distância, garantindo a continuidade do atendimento.

Contudo, pais e funcionários contestam o número de alunos informado pela prefeitura. Segundo relatos, o CMEI atende atualmente cerca de 80 crianças. Uma servidora, que preferiu não se identificar, enfatizou a importância do CMEI como o único serviço público na região, questionando a necessidade de remover as crianças para realizar a reforma, alegando haver espaço para construir no local sem interromper as atividades.

O argumento da prefeitura sobre a ampliação de vagas também foi colocado em xeque, com questionamentos sobre como reduzir a oferta em uma unidade se alinha com a meta de aumentar o número de vagas. Uma funcionária expressou preocupação com a possibilidade de perder o emprego e com o futuro dos alunos e profissionais. Ela ainda afirmou que a reforma interna já está praticamente finalizada.

A distância entre o CMEI Santos Dumont e o CMEI Fabiano de Cristo é outro ponto de discórdia. Enquanto a SME alega serem 800 metros, pais afirmam que o trajeto é de quase 2 quilômetros, dificultando o acesso, especialmente para aqueles que não possuem carro. A travessia de uma rodovia movimentada também é vista como um obstáculo perigoso para os pais que precisam levar seus filhos a pé.

A falta de diálogo da SME com a comunidade é uma das principais críticas. Servidores e vereadores denunciam que a decisão foi tomada sem consulta prévia aos pais e funcionários. A deputada Bia de Lima, presidente do Sintego, criticou o fechamento de diversas escolas e anunciou uma reunião com a SME para discutir o caso. Há o receio de que o fechamento temporário se torne definitivo, ou que a unidade seja entregue a organizações privadas.

Questionada sobre o futuro dos servidores, a capacidade do CMEI Fabiano de Cristo de acomodar mais crianças e o andamento das obras no Santos Dumont, a SME reiterou que 47 alunos estão matriculados na unidade e que a estrutura física do CMEI para onde as crianças serão transferidas é mais adequada, com área verde e área livre.

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