USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- BTC: USD --

D'Angelles Backes

Rui Dantas
Rui Dantas

Robôs, antes restritos a fábricas e centros de distribuição, estão se preparando para entrar nos lares, prometendo revolucionar tarefas domésticas. Varrendo, lavando e até conversando, a tecnologia em evolução tem um potencial ilimitado. Estima-se que o setor movimente cerca de US$ 100 bilhões até o final da década.

A produção anual de robôs gira em torno de 500 mil unidades. Atualmente, mais de 4,5 milhões de robôs estão em operação globalmente, incluindo braços robóticos, cobots, robôs miniaturizados, humanoides e modelos autônomos.

No Brasil, o mercado de robótica ainda está em desenvolvimento. A última contagem, realizada em 2019, registrou 15,6 mil robôs no país. Naquele ano, o consumo de robôs crescia a uma taxa de 8% ao ano, projetando cerca de 25 mil em operação em 2025.

A taxa de robôs por 10 mil trabalhadores é um indicador-chave. A Coreia do Sul lidera com 1.000 robôs, enquanto a China possui 470. Os Estados Unidos registram 300 robôs por 10 mil trabalhadores, ocupando a 11ª posição global. A média mundial é de 162 robôs, de acordo com dados de 2023. O Brasil, por sua vez, apresenta apenas 10 robôs para cada 10 mil funcionários.

Robôs colaborativos, ou “cobots”, estão ganhando espaço. Em 2023, foram comercializados 56 mil unidades. Esses braços robóticos com sensores de torque permitem a colaboração segura com humanos. Mais leves e capazes de levantar até 30 quilos, os cobots não precisam de descanso e minimizam erros, sendo utilizados em logística, saúde e hospitalidade.

De acordo com executivos do setor, o mercado de cobots cresce a taxas de dois dígitos, sendo ideais para pequenas e médias empresas. Seus preços variam de US$ 20 mil a US$ 70 mil.

A robótica também avança na área médica. Cirurgiões utilizam robôs como o Da Vinci para realizar operações complexas, como a remoção de tumores com precisão. O Da Vinci, composto por um console, CPU, braços robóticos e pinça, custa em média R$ 20 milhões. Atualmente, existem 115 unidades no Brasil, a maioria em São Paulo.

Robôs móveis autônomos (AMR) também estão se expandindo. Equipados com câmeras e sensores, eles se movem autonomamente, desviando de obstáculos e mapeando ambientes sem geolocalização. Empresas de diversos setores, incluindo calçados e e-commerce, já utilizam AMRs em seus processos.

Startups brasileiras também estão inovando, como a Synkar, que desenvolveu um robô autônomo para logística em shoppings, hotéis e hospitais, com capacidade de carregar até 35 quilos.

A Agroboutique, de Goiás, lançou um robô quadrúpede para auxiliar na melhoria genética das lavouras de soja, coletando dados como altura das plantas e produtividade.

Apesar dos avanços, robôs de serviço doméstico ainda são um sonho distante para a maioria. O alto custo e a necessidade de maior estabilidade são desafios a serem superados. A robótica de miniaturização, por outro lado, está se desenvolvendo rapidamente, com aplicações em diversos setores, como petróleo, mineração e saúde.

Fonte: forbes.com.br

Destaques BNews Digital

Relacionadas

Menu